Alan Charlton

Ambassador to Brazil

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Sexta-feira 30 Outubro, 2009

Dia da Recordação

Nos últimos dias em Brasília, várias pessoas me perguntaram sobre o significado da flor (uma papoula) que estava na lapela do meu paletó.
 
Wooden crosses with poppies (photo by JOEL SAGET/AFP/Getty Images)Esta é uma tradição britânica ligada com a comemoração do Dia do Armistício no dia 11 de novembro, a data do fim da Primeira Guerra Mundial. A papoula representa os campos na Bélgica e na França onde cresciam essas flores durante a guerra. Milhões de soldados morreram ali. 
 
Hoje em dia nós honramos a memória de todos que morreram em todas as guerras do século XX, não só nas guerras mundiais mas também nas operações das Nações Unidas, etc. Na data, há uma cerimonia na rua Whitehall em Londres, em frente do Ministerio das Relações Exteriores do Reino Unido, na qual participam a Família Real, o Primeiro Ministro e outros líderes políticos e militares, bem como grupos de veteranos das guerras. Exatamente às 11 horas, temos dois minutos de silêncio para reflexão sobre o sacrifício dos que morreram em nome de todos e também sobre a importância de evitar conflitos (um motivo fundamental da criação da União Europeia).
 
Nós recebemos as papoulas de pessoas (às vezes veteranos) nas estações de trem, nos shoppings e no trabalho, e doamos dinheiro para apoiar os veteranos e suas famílias. É impressionante o grande número de pessoas que fazem isso, inclusive entre os jovens que não têm familiaridade com as duas guerras mundiais.
 
No dia 8 de novembro, participarei de uma cerimônia na catedral anglicana de São Paulo, e lerei um trecho da Bíblia. No dia 11, participarei de uma cerimonia na Embaixada do Canadá em Brasília - o embaixador canadense inaugura um monumento especial e os convidados colocarão coroas de flores no monumento.

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Quinta-feira 29 Outubro, 2009

Visita ao Pará e Amazonas

Embaixador Alan Charlton conhece plantas típicas do Pará e Amazonas. Comecei esse blog com a ideia de mostrar aos outros o que um embaixador faz. Na última semana, fiz uma coisa rara - uma visita em comitiva com um grupo de embaixadores. Visitamos o Estado de Pará (as cidades de Marabá, Santarém e Belém), convidados pela governadora Ana Julia Carepa. 
 
O Pará esta enfrentando um grande desafio. A governadora nos disse que, no início de seu mandato, 50% da população não tinha acesso a água potável, um indicador da pobreza de uma grande parte da população. Vimos os esforços em Marabá para aumentar a industrialização e ouvimos da empresa Vale os planos para explorar a riqueza mineral da região. Tudo isso é essencial para gerar renda e emprego. Ao mesmo tempo, a governadora nos disse que seu governo tenta introduzir um modelo de desenvolvimento diferente, baseado em um modelo de baixo carbono. O Pará desmatou nos últimos anos mais do que os outros estados da Amazônia. Agora, um processo de cadastramento de assentamentos esta sendo feito. Aliada à educação e a uma maior fiscalização (e, muito importante, com incentivos para apoiar alternativas ao desmatamento, inclusive fundos gerados no exterior), essa medida poderia ajudar o Pará a atingir as metas para reduzir o desmatamento rapidamente.
 
A beleza do estado foi ilustrada por nossa visita a uma Escola da Floresta na vizinhança de Santarém. Visitamos também no Rio Tapajós o barco de Saúde e Alegria, que vai a cada dia a uma comunidade ribeirinha, oferecendo serviços médicos à população; um palhaço alegra as crianças! O Príncipe Charles visitou esse barco durante sua ida ao Pará em março. Ele ficou impresionado com o profissionalismo e a organização do projeto, que começou graças ao dinheiro de uma ONG holandesa, mas que está recebendo mais apoio do município a cada ano que passa.
 
No sábado, tive a honra de ser recebido no Comando Militar da Amazônia em Manaus. Aprendi muito sobre o papel do exército na Amazonia. Não é fácil operar uma organização que tem postos a mais de 4000 quilômetros do centro de operações, acessíveis apenas pelos rios e às vezes de aviao. Visitei também um centro onde os soldados recebem treinamento sobre luta e sobrevivência na floresta. Foi muito interessante aprender sobre o uso de várias árvores, frutas e plantas da floresta. Cumprimentei também o mascote da instituição - uma onça!

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Quinta-feira 22 Outubro, 2009

O Rio de Janeiro do passado e do futuro

Participei ontem de uma homenagem ao Sr. Eike Batista que foi escolhido como "Personalidade do Ano de 2009" pela Câmara Britânica de Comércio, no Rio de Janeiro.

O evento foi memorável. Comemoramos a paixão e a dedicação de Eike pelo Rio - seu engajemento em projetos chave na cidade como a recuperação do porto, o futuro do Hotel Glória, seu papel no meio-ambiente, especialmente no saneamento da Lagoa Rodrigo de Freitas, seu apoio extraordinário à campanha Rio 2016.

Foi um privilégio lhe apresentar o troféu, desenhado para celebrar a sua generosidade.

O localização do evento tinha, também, um significado especial para mim. Estávamos no Palácio da Cidade, em Botafogo, que era, antigamente, a residência do embaixador britânico antes da transferência da capital federal do Rio para Brasília. A sala de jantar é simplesmente magnífica. Tentei imaginar os eventos que aconteciam ali no período no qual o Rio ainda era a sede das embaixadas.

Nada contra Brasilia - uma jovem cidade bem-sucessida. Mas e impossível negar que o Rio é uma cidade maravilhosa e não deveria ser levado a mal se os embaixadores atuais de vez em quando sonhassem morar ali.

A violência da sexta-feira passada no Rio de Janeiro nos lembra mais uma vez o grande desafio enfrentado pelos cariocas. Os Jogos Olímpicos em 2016 oferecem uma oportunidade de melhorar a situação. Mas não é por meio de eventos esportivos - embora tão importantes - que o Rio se tornará a cidade que os cidadãos querem. O Governador disse, depois do ocorrido, que seria possível garantir  a segurança dos Jogos Olímpicos por meio da presença de forças de segurança adequadas, mas sua meta seria mudar a situação de forma permanente.

Ainda tenho minha camiseta "Eu amo Rio" do dia em que a cidade foi escolhida sede das Olimpíadas.

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Segunda-feira 19 Outubro, 2009

Corrida de Fórmula 1

Escrevi recentemente sobre a década que vem ser a dos grandes eventos mundiais a serem sediados no Brasil e no Reino Unido - Londres 2012, Brasil 2014, Rio 2016 e - se for escolhido - Inglaterra 2018 (Copa do Mundo).

Hoje participei de uma outra festa do esporte no qual se destacam os dois países: a corrida de F1 em Interlagos. Esporte de altíssimo nível. No início parecia que Rubens Barrichello ia prolongar o campeonato de 2009 até a última corrida em Abu Dhabi. Mas ele não teve sorte. Jenson Button avançou do décimo quarto lugar para o quinto, suficiente para assegurar o campeonato.

Tive a oportunidade de felicitar Ross Brawn e Nick Fry. Quem teria aceditado no início deste ano que uma equipe nova superaria Ferrari, McLaren e as outras?

Nosso Consulado-Geral organizou um evento na última quinta-feira sobre engenharia avançada e incluiu um carro de F1. O Reino Unido é o centro de tecnologia mais importante das equipes da categoria. Nos anos que vem outros países apresentarão competição cada vez mais impressionante. Mas isso não vai diminuir a paixão especial dos dois países por esse esporte. Eu assisti só duas corridas - Interlagos em 2008 e 2009 - e houve dois campeões do mundo britânicos. Será que no ano que vem temos um campeão brasileiro?

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Sexta-feira 16 Outubro, 2009

O uso da esfera digital na Embaixada

Nossa embaixada aproveita as novas possibilidades da internet para se conectar aos brasileiros. A equipe de Comunicação usa Youtube e Flickr e eu escrevo um blog e uso o Twitter. A jornalista Isabel Fleck escreveu um artigo sobre isso no Correio Braziliense de segunda-feira, dia 12 de outubro. Agradeço a ela pelo interesse nas atividades da embaixada. O artigo estimulou outros embaixadores e colegas no Itamaraty, que já fizeram várias perguntas sobre nosso uso da esfera digital.
 
Estamos aprendendo a utilizar essas ferramentas. Não é brincadeira. Cada ação deve ter uma meta clara e uma audiência determinada. Ao mesmo tempo, é preciso experimentar para ver o que produz impacto e com quais pessoas. Não faz sentido se estamos falando com nínguem!
 
Como mencionei à Isabel durante a entrevista,  fui várias vezes surpreendido, especialmente durante visitas a outras partes do Brasil, pela quantidade de pessoas que me disseram que conheciam meu blog. Eles tinham um interesse especial sobre a minha rotina. Espero que estas pessoas também leiam os posts sobre os assuntos-chaves, como o aquecimento global, o desarmamento e a não-proliferação de armas nucleares!
 
No fim desta semana assisterei à corrida de F1 em Guarulhos. Cheguei no Brasil em outubro do ano passado, um dia antes da corrida, e vi um resultado perfeito - uma vitória brasileira e um campeonato britânico. Uma repetição nesse domingo seria ótimo!

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Quinta-feira 15 Outubro, 2009

Ainda há tempo!

Há menos de dois meses para Copenhagen as discussões se intensificam. Esta reunião, conforme mencionado no Planeta Sustentável “é o evento mais importante da atualidade para o combate às mudanças climáticas”.

As reuniões em Bancoc mostraram que ainda existem pontos importantes de divergência entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Entretanto, há sinais de que um acordo é possível e de que algumas nações estão comprometidas com metas ambiciosas.

Um importante fator que me faz crer que um acordo global ambicioso é possível é a mudança de posição de países como Estados Unidos e China. Os Estados Unidos contam com um projeto de lei sobre mudanças climáticas em tramitação no Senado. A China começou uma verdadeira revolução verde, aumentando substancialmente os investimentos em energias renováveis e assumindo publicamente o compromisso de reduzir suas emissões de modo notável nas próximas décadas.

Não menos importante, o Brasil está assumindo a posição de liderança que sempre pareceu ter nesta questão. O setor produtivo brasileiro tem se mostrado interessado numa mudança para uma economia de baixo carbono e em trabalhar com o governo para que reduções efetivas nas emissões sejam conseguidas.

Os jornais têm noticiado também as ações do governo brasileiro para lidar com as mudanças climáticas. Inclusive que metas para serem apresentadas em Copenhagen já estariam sendo discutidas por ministros de Estado e pelo próprio presidente Lula.

Ainda há tempo. Antes de Copenhagen ainda acontecerão reuniões importantes, como a do Fórum das Maiores Economias (MEF) em Londres essa semana e outra reunião do Conselho das Partes no início de novembro em Barcelona. Esses encontros, especialmente o MEF, têm a chance de já adiantar acordo e convergências para a COP-15 em dezembro.

A jornalista Míriam Leitão visitou recentemente o Reino Unido e hoje, como parte do Blog Action Day, fez um apelo emocionante para a necessidade de pensarmos juntos sobre a questão.

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Quinta-feira 08 Outubro, 2009

Nações Unidas discutem Tratado de Comércio de Armas

No dia 5 de outubro, as Nações Unidas discutiram os próximos passos para a elaboração de um Tratado de Comércio de Armas, que definirá critérios comuns para exportação de armamentos. O objetivo é impedir que zonas de conflito, terroristas e regimes que abusam dos direitos humanos tenham acesso a armamento. Cada país vai definir seu próprio sistema de controle de exportação baseado nos critérios comuns do tratado – o que vai fazer com que nenhum país tenha sua soberania afetada. Acredita-se que o tratado deva estabelecer um sistema transparente que não detenha a exportação de armas legítimas ou infrinja seu controle doméstico.

O Brasil é um parceiro fundamental para o Tratado de Comércio de Armas e o apoio do presidente Lula tem sido muito importante. Assim como Reino Unido, o Brasil é um fabricante de armamentos que almeja um tratado global justo e transparente, que não afete negativamente a segurança e os direitos humanos. A experiência brasileira no controle de pequenos armamentos já está sendo compartilhada por meio do trabalho de ONGs, como a Viva Rio. O envolvimento do Brasil no apoio ao Tratado de Comércio de Armas mostra que esta não é preocupação apenas dos países do Norte, mas sim uma questão global.

Nas Nações Unidas, a grande maioria dos países apoia a idéia de um Tratado de Comércio de Armas. Na última votação em relação ao assunto, em dezembro de 2008, 133 representantes votaram em favor da resolução "Em Direção ao Tratado de Comércio de Armas". Enquanto somente 19 abstiveram-se e 1 votou contra. Alguns países ainda têm preocupações sobre detalhes do texto final, mas existe um consenso geral sobre a necessidade de um mecanismo efetivo que promova uma união legal.

Se conquistarmos isso, gerações futuras serão gratas pela nossa consideração em relação ao uso de armas em guerras civis, terrorismo e abuso dos direitos humanos.

É importante que não somente governos, mas os cidadãos se envolvam nesse debate. Uma forma de apoiar esse debate é participando da campanha eletrônica "Support an Arms Trade Treaty" (Apoio um Tratado de Comércio de Armas) http://twibbon.com/cause/Support-an-Arms-Trade-Treaty/Join 

Eu apoio, e você?

P.S. Leia o post abaixo sobre como o Reino Unido tem trabalhado essa questão.

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Reino Unido e o Tratado de Comércio de Armas

Para o Reino Unido, esta questão é de grande prioridade.

Sabemos que armamentos ilegais causaram muitos dos conflitos que prejudicaram o mundo nas últimas décadas. Estas armas circulam, geralmente, de uma zona de conflito para a outra. Conflitos estes que afetam a democracia e o desenvolvimento, fazendo com que milhões de pessoas sofram as consequências. Em muitos países, não haverá progresso no alcance das Metas de Desenvolvimento para o Milênio  enquanto estes conflitos continuarem a atingir a estabilidade do cotidiano.

Você pode encontrar mais informações sobre nossas políticas por meio do website do Ministério das Relações Exteriores do Britânico e assistir aos vídeos no YouTube do evento de lançamento da nossa campanha em setembro de 2008.

Quando falo que esta é uma prioridade para o Reino Unido, não falo apenas em relação ao governo. A nossa indústria armamentista reconhece a necessidade da determinação de critérios globais de exportação para a detenção da má utilização de armas e para a criação de um bom campo de atuação para a indústria armamentista. A sociedade civil do Reino Unido, incluindo ONGs e igrejas, estão trabalhando ativamente em campanhas globais relacionadas a esta questão. Nós reunimos esta aliança em nossas campanhas.

Recomendo ao leitores que visitem o blog do meu colega John Duncan (Embaixador das Nações Unidas em Geneva para o Controle Multilateral de Armas e Desarmamento) para maiores informações sobre nossa campanha. É também possível ler contribuições de convidados da indústria britânica e da Anistia Internacional, assim como ver a maneira que Duncan percebe os progressos nas negociações.

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Brazil's role in Arms Trade Treaty debate

On 5 October the UN discussed the next steps for building an Arms Trade Treaty (ATT) to set common criteria for the exports of weapons. Its goal is to stop weapons getting to conflict zones, terrorists and regimes that abuse human rights. Each country will set up their own export control system based on the common criteria of the treaty - so it will not effect anyone's soverignty. We believe a treaty should set up a transparent system that does not deter legitimate weapons exports or infringe on domestic arms controls.

A key partner for us on pushing forward the ATT is Brazil. President Lula's public support has been welcome. Like the UK, Brazil is a weapons manufactuer that wants a globally fair and transparent arms trade that does not undermine security or human rights.Brazil's experience of controling small arms is already being shared elsewhere through the work of NGOs such as Viva Rio. And Brazil's involvement in supporting the ATT shows that it is not just an issue the Northern countries are concerned with, but a global issue.

At the UN, the vast majority of states are supportive of the idea of an Arms Trade Treaty. At the last vote on it in December 2008, 133 states voted favour of a resolution 'Towards and Arms Trade Treaty'. 19 abstained and 1 voted against it. Some states still have concerns about the details of a final treaty, but there is general consensus that we need an effective, legally binding mechanism.

If we achieve this, future generations will be grateful that we spared them the scourge of these weapons being used in civil wars, terrorism and the abuse of human rights.

It is important that not only the government, but also the citizens to get involved in this debate. A way to support the debate is to participate on the electronic campaign "Support an Arms Trade Treaty" at http://twibbon.com/cause/Support-an-Arms-Trade-Treaty/Join.

I support it, and you?

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The UK and the Arms Trade Treaty

This is a high priority for the UK.

We know that illegal arms have stoked many of the conflicts that have blighted the world in recent decades. And these weapons will often be circulated from one conflict zone to the next. These conflicts undermine democracy and development leading to the suffering of millions. In many countries, we will not make progress on achieving the Millenium Development Goals while ongoing conflicts undermine the stability of daily life.

You can find out more about our policy through the FCO website  and short clips on YouTube of our event in September 2008 that launched our campaign.

When I say it is a priority for the UK, I do not mean only for the Governemnt. Our arms industry recognise the need for strong global export criteria to deter the abuse of weapons and create a level playing field for arms manufacturers. Our civil society (including British NGOs and churches) are active globally campaigning on this. We have brought this coalition together in our campaiging at the UN.

I recommend you visit my colleague's blog, John Duncan (Ambassador for Multilateral Arms Control and Disarmament at the UN in Geneva), to find out more about our campaign You will also be able to read guest contributions on his blog from UK industry and Amnesty International as well as how he sees progress on the negotiations.

Another interesting blog I recommend is the Foreign Secretary's which is also discussing the Arms Trade Treaty.

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Um gol pela educação

1 Gol pela EducaçãoEm inglês usamos a palavra 'goal' tanto para designar o gol, aquele do jogo de futebol, como o gol de nossos projetos estratégicos, isto é, os objetivos e metas que pretendemos alcançar. Usando jogo com essas palavras, foi lançada ontem a campanha 1GOAL: 1 gol, 1 objetivo.

Com o apoio de líderes mundiais – entre eles o primeiro ministro britânico Gordon Brown – a campanha tem como principal objetivo reunir apoio de cidadãos em todo mundo em prol do acesso total e irrestrito à educação básica para todas as crianças, em todo o mundo. Não há como negar que garantir educação para todas as nossas crianças será um verdadeiro gol de placa!

A paixão de grande parte da população mundial pelo futebol e a oportunidade única oferecida pela realização da primeira Copa do Mundo da FIFA em um país do continente africano (tenho certeza que todo brasileiro sabe que a África do Sul sediará o maior evento futebolístico em 2010...) são a ocasião perfeita para alertar e conscientizar à sociedade sobre a necessidade de se fazer esse gol.

O Governo Britânico, não somente por meio do comprometimento pessoal do Primeiro Ministro, mas também com o suporte financeiro e institucional do Departamento para o Desenvolvimento Internacional (Department for International Development - DFID) estão comprometidos com esse projeto. Eu, pessoalmente, já me comprometi. Espero poder contar com o apoio de cada um dos leitores do meu blog.

Para participar e apoiar a Campanha 1GOAL, acesse o website: www.join1goal.org e coloque seu nome e email. Em poucos segundos, você irá contribuir para uma mobilização mundial em prol do nosso futuro.

Assista aos vídeos gravados por líderes globais, grandes astros do futebol, da música e do cinema, disponíveis no canal YouTube da campanha: http://www.youtube.com/join1goal

Siga a campanha no Twitter: www.twitter.com/join1goal e fique sabendo das novas adesões...

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Segunda-feira 05 Outubro, 2009

Rio 2016

Ao lado da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acompanhando a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Nos próximos anos, muitas pessoas vão lembrar bem o que estavam fazendo no momento da vitória da cidade maravilhosa, Rio de Janeiro, na competição para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

Eu estava, neste momento, no hotel Copacabana Palace no Rio com muitos convidados, inclusive a ministra Dilma Rousseff, o vice-governador do estado e o vice-prefeito da cidade. Eles me permitiram compartilhar a alegria da ocasião. Parabenizei os três pessoalmente pela campanha brilhante. Falei também, por telefone, com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, que estava em Copenhague junto com o governador e o prefeito do Rio de Janeiro e o presidente da República Federativa do Brasil.

Fora do hotel, na praia de Copacabana, os cidadãos do Rio festejavam.

O Comitê Olímpico Internacional teve que decidir entre 4 cidades que se ofereceram para sediar uma excelente Olímpiada. A possibilidade da América do Sul receber os Jogos pela primeira vez foi decisiva para a preferência de muitos membros do Comitê pelo Rio.

Para os britânicos, será um prazer estreitar a cooperação entre Londres 2012 e Rio 2016. Eu acho que os líderes da campanha do Rio aproveitaram bem os contatos com a equipe vencedora londrina. Neste momento, é preciso focar na organização das duas Olimpíadas que terão sucesso enorme.

Lembro da alegria que senti quando Londres ganhou na decisão para sediar os Jogos de 2012, em Singapura, no dia 5 de julho de 2005. Nunca esquecerei o momento da vitória do Rio de Janeiro no dia 2 de outubro de 2009.

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Terça-feira 29 Setembro, 2009

Rolls Royce comemora 50 anos

É impressionante a contribuição das empresas britânicas no desenvolvimento tecnológico do Brasil. Hoje, participei de uma cerimônia para comemorar 50 anos da empresa Rolls Royce. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, representou o Presidente Lula no evento.

Tenho uma conexão pessoal com a RR por sua sede estar na cidade Derby, na vizinhança do lugar onde nasci. Durante anos, a empresa tem se tornado não só líder mundial na fabricação de motores de jatos, mas, também, nos setores da defesa, da marinha e da energia.

As possibilidades no futuro são excitantes, especialmente em relação ao pré-sal, à energia renovável e ao desenvolvimento da aviação brasileira.

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Quarta-feira 23 Setembro, 2009

As relações econômicas entre Brasil e Reino Unido

A reunião em Londres na última semana sobre o comércio e investimento entre o Brasil e o Reino Unido é um evento anual. Naturalmente incluiu uma programação formal para rever nossas relações durante o ano passado. Mas, ao meu ver, foi um encontro extaordinário - por duas razões:

  • o engajamento dos ministros Lord Peter Mandelson e Miguel Jorge e sua conversa direta num grupo pequeno sobre as barreiras, inclusive a possibilidade de um acordo sobre impostos. O Lorde Mayor de Londres mostrou seu interesse, permitindo o uso da marvalhosa Mansion House pela reunião e participando no evento tambem;
  • as empresas dos dois países tem um interesse crescente no desenvolvimento de nossa relação comercial. Grandes empresas brasileiras já têm uma presenca no Reino Unido. O BNDES vai inaugurar um escritório em Londres em novembro. Eu fiz um discurso na Camara Brasileira de Londres - o texto está disponivel no website da embaixada britânica no Brasil. A sala estava cheia e as perguntas abordaram todos os setores das duas economias.

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Sexta-feira 11 Setembro, 2009

Organização em prol das mulheres e meninas das Nações Unidas

Hoje, em Nova York, as Nações Unidas estão discutindo um projeto para criar uma única organização para promover os interesses das mulheres e meninas em todo o mundo. No momento existem quatro organizações, mas o resultado é ineficiente e há uma relutância em doar fundos voluntários por parte das nações que consideram esse trabalho uma prioridade e que querem dar uma contribuição que vai além dos fundos obrigatórios.
 
Entre as metas do milênio, criadas para diminuir a pobreza no mundo, uma que está longe de ser atingida é a relacionada com a situação das mulheres.
 
As discussões das Nações Unidas são muitas vezes complicadas e difíceis de compreender. Mas, o que não é difícil de entender é a necessidade de melhorar o trabalho realizado pelas Nações Unidas em prol das mulheres. Mais de 300 organizações da socidedade civil no mundo defendem a criação de uma organização única. Eu e o embaixador holandês falamos ontem com a Itamaraty sobre isso. O Brasil já tem políticas domésticas avançadas.
 

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